segunda-feira, 29 de março de 2010

vazio

as vezes vejo a sombra, o rastro, do eu que foge de mim
vejo no horizonte um vulto trêmulo do que poderia eu ser, ou poderei
quando me vejo, mesmo que pouco, me alegro, me impolgo
até novamente me perder

frágil, inconstante, insegura
triste!
um leve sopro me derrubaria agora,

em prantos.

estou com medo.
do que pode acontecer, do que eu posso vir a fazer...
em quase nada, me garanto.

eu simplesmente estou fora...
como poderia eu, fazer falta?

quarta-feira, 24 de março de 2010

CHAOS

Há muita cor rosa no meu quarto!
Há algo errado nisso.

Putz, eu odeeiio rosa, odeeiio o que rosa diz,
o que a cor rosa representa.
Sou contra! Gostar de rosa, só admito na infância!
Mas peraí, não é proposital haver tanto rosa
no meu quartinho novo...
Tenho que admitir uma coisa, uma coisinha só,
que justifica a presença dessa cor maligna, onde vivo:
Rosa é bonitinho, bonitinho não, é harmonioso!
Acalma, acalenta, trás um sentimento familiar.
Tudo o que eu preciso nesses dias de semana no
quartinho é um pouquinho de cor de rosa...

PS: O mesmo vale para o layout do blog.

terça-feira, 16 de março de 2010

Chico, minha sorte!


É dificil falar dele. Não que eu fique sem palavras, mas sim, é que elas vêm uma por cima da outra querendo sair de mim e expor o amor imenso que sinto pelo véio.
E parece tão injusto falar, sem falar tudo! Tudo que é tanto, tanto, tanto...

Deixo que foto fale o que eu não consigo, mas quero.

Ela mostra a alegria em estar ao lado dele, que é meu amor, meu amigo, meu parceiro das coisas inesquecíveis, as vezes Dentinho, meu dengo, meu véio! As vezes é assim que me sinto, com vontade de gritar, cantar o meu amor pelo Alexandre!


Minha alegria.

Eu sou tua.
Te amo!

domingo, 28 de fevereiro de 2010

descobertas.

tenho grande dificuldade em tomar decisões, mas tenha certeza, quando crio definição sobre alguma coisa, aspecto, destino, é porque gastei muito tempo e dediquei paixão em escolher tal e tal coisa a ser minha, a ser assim, seja lá o quê, seja lá o que for...

faz um tempo, pouco... um punhado de meses frios e quentes que tomei a decisão de ser quem sou e a isto dei o nome de descoberta. a formação de mim mesma, do eu que faz de mim um ser que pensa e que age, tem características tão claras... vontades, desejos, sonhos, fragilidades, medos, sentimentos, saudades... e eu vi, descobri quais são... eu realmente me conheço...

falta descobrir o que fazer... o que fazer comigo, o que fazer de mim, o que fazer com que eu faça, como fazer o eu fazer, eu fazer... fazer o quê...

por um instante esqueci de mim, por tanto pensar no que faz o eu feliz... o que pode o eu fazer pra ser feliz?

esqueci dos livros que não li, e quis ou não ler.
esqueci dos filmes que não vi, e os que quis rever...
esqueci das tardes frias na cidade estranha, grande a me engolir.
esqueci o desejo de ser grande tal qual a grande cidade...
esqueci o sonho em ser artista, artista de que arte? sonhar ser artista, ser artista?
pensava eu, na arte... que frustra e encanta... mas que sempre mexe e faz pensar, ou não pensar em nada...
esqueci das gotas de chuva na janela, e do seu cheiro que rasga
e das folhas secas de outono, que nunca vi tão belas como nos filmes...
esqueci da noite nua com o desconhecido, a lua e o som do silêncio, e o vazio que fica, triste e bonito.
esqueci de escrever sobre a tristeza e transformá-la em poesia ou rabisco. palavras feias tão bonitas, tratando de soluções... de desejos e medos...
esqueci de como é bom encantar as pessoas, velhas, novas... dando brilho aos olhos, idéias e sonhos de jamais desistir desses sonhos. força barata, gratuita, vinda da palavra dos fracos fortes... heróis comuns, vencedores...
esqueci das minhas coisas boas, e passei a desentender meus medos, que não são mais tão belos...

talvez falte um pouco de tristeza. melancolia. beleza.

segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

leveza cansada



bons ventos trazem amor e certezas.
quero tranquilidade
e verdade.

quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

infidelidade

tenho traído a mim mesma.

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

palavras carregadas de mesmas coisas.

Eu não quero invadir o teu mundo, ou comprá-lo. Quero ganhá-lo, conquistá-lo, e como um perfeito presente, adorado presente, exibí-lo, ou guardar só pra mim. Cada parte, cada aspecto.Minha absorção da nossa casa é somente minha, e nossos presentes são só nossos.Nossos olhos, são só nossos.Nossas almas nos permitem sensações totais,como nossas mãos e nossas bocas.

Não quero que sintas o mesmo medo que sinto. Não quero que temas, aquilo que eu... E menos ainda, quero que tenhas a confiança que tenho, aquela que tudo sempre corrompe... Insegure-se, e agarre-se à mim, sugando minhas forças de resistência que impedem que eu me doe, como quero doar-me. Exija-me, por favor?

Fique, por favor, fique! Faça de nossa casa, nosso mundo. Dê-me teu corpo, tua alma, teu sabor...teu calor, teu querer, teu reflexo... teu amor.
Eu te dou uma vida,
a minha, nossa.

de um tempo atrás.

quererquerer

quero gostar do canto dos pássaros
uma vez eu gostei.
não mais me irritar com seu som.
quero aprender a apreciá-lo de novo.
eu sei que este é o mais belo canto.
e por isso eu o quero pra mim.

domingo, 13 de dezembro de 2009

do caralho.

"Eu preciso encontrar
Um lugar legal pra mim
Dançar e me escabelar
Tem que ter um som legal
Tem que ter gente legal
E ter cerveja barata
Um lugar onde as pessoas
Sejam mesmo afudê
Um lugar onde as pessoas
Sejam loucas e super chapadas
Um lugar do caralho"

JM.

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

meu silêncio

as palavras se atropelam e eu não consigo dizer nada.
as frases correm, pulam e dançam na minha cabeça, fugindo de mim.
eu não sei mais o que penso...

não sei mais o que quero, se é que eu soube, antes
perdi o controle sobre minha mente, e meu coração
perdi o controle sobre mim.
cansei...

cansei de tentar e lutar, cansei de pensar.
sei que cansei, disso eu sei.
cansei de fingir...

chega disso...
eu preciso aprender, preciso crescer
e não mais brincar.
enjoei de sonhos vazios.

eu só preciso ficar um pouco quieta
preciso esquecer...
não pensar nada...

quero um café quente,
em um dia frio,
me sentir triste
e estar com os cabelos molhados.

se precisar, poder chorar.
me deixa chorar...